terça-feira, 23 de novembro de 2010

Natal com alegria nos Hospitais!






Adiante é o caminho, rumo aos Hospitais do Rio com muita alegria aqui vamos nós!!!

De volta às escolinhas com mais música!







Temporada d`O Cirquinho de Luísa no Recife com 1.200 espectadores!













[FOTOS:PR]

terça-feira, 5 de outubro de 2010

O Cirquinho de Luísa viaja para o Recife!

PROGRAMAÇÃO EM RECIFE:

07 e 08 de Outubro na Livraria da Jaqueira - 15h e 17h

11 de Outubro no Summerville Resort (exclusivo para hóspedes)

12 de Outubro no Big Kids - 15 h e 17h


Informações no site http://www.ocirquinhodeluisa.com.br/

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Terra na ferida

[Foto de LR]
Agarra-te aqui, não me largues. Caminharemos pela borda e o carreiro vai nos levar ao sítio certo. Se caíres não abrandes o passo, joga terra na ferida. Doem-me as pernas mas o coração está mais preso do que antes e pesa mais deste lado. O frio faz-me contorcer os músculos das mãos quando digo adeus e não quero dizer adeus. Há dias que respiro eucaliptos e ao longe nem vejo nada, a vista está cerrada pelos milhos. Antes fossem para freiras esses milhos festeiros que se assam ainda novos. Cortados os milhos e de volta a vista, mais um ano de terra aberta para sol e chuvas e sémen de plantio. Entre elas, valas abertas por onde a gente caminha e agarra-te a mim porque às vezes tenho terra nos olhos. LR

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Portugal de sempre

[Foto de LR]
Depois de quase três anos nos trópicos, voltámos a terras de maria primeira para ver ovelhas e as cabras, os galos e os azeites. A garota de Ipanema está nas suas sete quintas, eu, porém, já me sinto uma ervinha de estufa, o meu mato não me sustenta.LR

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Presentes de amigos presentes

Poema-Aniversário
De Paula Rego.
"Para a melhor amiga e irmã de todos os tempos ."

"Há muito te devo um poema
Que diga sobre você
Minha irmã, minha amiga, minha pequena
Motivo para cada amanhecer
Maior razão para minha alma ser serena
Muito mais do que eu poderia merecer
Para tornar a minha existência mais amena
E o meu coração nunca perecer

Minha amiga mais preciosa
Que eu vi sempre lutar com força e raça
Que eu vejo sempre tão vitoriosa
Com fé na vida e no que quer que faça

A alegria de te ter é indizível
O prazer de te ter perto é imensurável
A vida ao teu lado é tão incrível
E meu amor por você é tão inabalável
Muito mais que isso, minha amiga
É indescritível e interminável

Eu, que sempre estive do seu lado
Digo com a maior propriedade
Que se você fosse um fado
Se chamaria “Felicidade”

Já passamos por muita coisa nessa vida
E sei que muito ainda está por vir
Nossa amizade é uma rua sem saída
Com lindas árvores a florir

Eu, que já acompanhei o teu sofrer
E agora, orgulhosa, vejo o teu sorrir
Vou estar por você enquanto eu viver
Vou cantar para você dormir

E aconteça o que acontecer
Estarei do seu lado como apoio
E de braços abertos sempre te receber
Porque do meu joio, você é o trigo
E teu porto para sempre quero ser

Da minha verdade você faz parte
Com o seu amor e sua sensibilidade
Que só podem existir em quem ame tanto a arte
E veja só pureza e calor em uma amizade

Teu sobrenome é de flor
És a Rosa de muitos jardins
Mas teu verdadeiro nome é Amor
E és o mais especial dentre os querubins

Esse poema não teria mais fim
Se eu fosse falar de toda minha admiração
Porque você é pra mim
O melhor pulsar do meu coração

E se Deus um dia me perguntar
O que mais Ele pode fazer
Eu pediria sem pestanejar
Eu diria para Ele me atender:
“Por favor, Pai querido, abra o mundo pra ela passar”

E aqui termina quem escreve
Em tantas linhas o que palavras não traduzem
Mas meu desejo é que você seja sempre leve
Como os brilhos que nos seus olhos reluzem." Paula Rego

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Fim de temporada d`"O Bebê e o Mar" no Teatro Cândido Mendes!


Prezado público, o nosso espetáculo está finalizando sua temporada no dia 22 de Agosto, contamos com a presença de vocês para fechar esse ciclo de ouro em grande festa! Para brindar o final de temporada, estamos sorteando brindes dos nossos apoiadores e no último final de semana de Agosto comemoramos o nosso terceiro aniversário de Teatro para Bebês! Graças a vocês esses três anos são de grande sucesso! Um muito obrigada, em nome de toda a produção d`O Bebê e o Mar.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

A vida é simples!

[Foto de A.O]
Na vida como na arte, as idéias e as opções mais simples são sempre as mais verdadeiras e sempre as mais certas! É tão fácil ser feliz, é tão fácil amar, é tão fácil fazer feliz. Um balde de plástico verde ou uma cesta de palhinha fazem a diferença no meio de objetos sofiscados e dos materiais mais caros e raros do mercado...é para pensar!

[Foto de A.O.]

"O Bebê e o Mar" em cartaz até dia 22 de Agosto de 2010!

[Foto de A.O.]
O espetáculo "O Bebê e o Mar" prepara-se para finalizar sua temporada no Rio de Janeiro e rumar à itinerância. Bebês e seus familiares poderão aproveitar essas últimas semanas em cartaz para assistir ao mais acarinhado espetáculo do Rio de Janeiro. Os bebês sempre voltam, é a particularidade deste fenômeno teatral!
O espetáculo se apresenta até dia 22 de Agosto de 2010 no Teatro Cândido Mendes, após esta data tem presença marcada em terras lusas. Até ao final do ano marcará presença também em outros estados brasileiros.
Para quem ainda não teve oportunidade de assistir, a sugestão é não deixar a oportunidade para o último final de semana porque pode querer repetir a dose! É importante saber que o espetáculo sairá de cartaz no final de Agosto de 2010 e só voltará para o Rio de Janeiro no final do ano.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Tamanha garganta rouca

"Sou tua como o luar é da lua como as pedras são da rua desde o dia em que eu nasci. Sou tua tão tua que me convenço que já nem a mim pertenço que sou um pouco de ti."
É desse fadinho que falo mas seria dele que viriam as palavras com que se sussurram às orelhas moucas? Nem lhe sei o autor. Loucos os que não querem ouvir ainda que roucas as gargantas que olham para o chão quando cantam dessas palavras juntas. Livrar-me dela seria mentir a mim. Ainda não tenho idade para mentir nem esconder, sou da fase dos que falam e dão sinais e apertam contra a parede, nada mais fica no escuro nem no mote. O sol é bom demais para se esconder e a música é para quem a ouvir.LR

terça-feira, 6 de julho de 2010

Aos quatro cantos do triângulo, dedicado a Samuel Beckett

mais uns quatro dias, um deambular pela ruela do jeito e da força. caem bolas de sabão por aí e já ninguém as sopra, deu um medo de ficar sem mais quatro dias. olha como ainda perguntavam, o teu pai é careca, vejamos pelo sopro se o risco da cabeleira aparece. nada, vou negar até ao fim, diz a menina que não quer ser reconhecida, lha descobriram logo. se num quatro a gente se engana se o louco é mais bêbado do que o cocho, ou se os nossos olhos trocados na foto três por quatro azuis ou verdes o cego teima que os tem. se olhares para o nariz vais te safar da tropa mas se mentires menos também ninguém topa. de quatro em quatro enche a goela e o juízo dela. ele tinha um bigode serrado, parecia que havia engolido às pressas um arvoredo de quatro milhas e algumas das folhagens estavam ainda boiando na boca. é assim que vai a marcha de quatro e eu quero para mim esse misto de doce e acre que sobre e até derrame, esses teus quatro quadros quadrados quadriculados, esse teu gomo de vida em círculos circunflexos. vou cantar às arestas, vou soletrar os dias como tabuada, me abstrair das três partes, mais um ajuste e o brinquedo funciona.LR

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Débora Falabella assistiu "O Bebê e o Mar" na companhia da família!

Nesse final de semana fomos presenteados com a presença da bela e brilhante atriz Débora Falabella na companhia da família! Resta-nos agradecer o carinho!

Inquieta-me soletrar uma coisa num lugar exposto

inquieta-me soletrar uma coisa num lugar exposto assim cabisbaixo pergunto posso ficar? os nomes são o que são prenúncios ressequidos, inscrições de carne, rosa ferrugenta anavalhada pela cratera exata.
mesmo que nunca regressemos e mesmo que se quebre o fio de água que nos prende.
naquele tempo dizia-se fim ou ausência de paredes. LR

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Teatro para Bebês no lugar do costume!

O espetáculo "O Bebê e o Mar" no Teatro Cândido Mendes, em Ipanema. Aos sábados e domingos, às 15 horas, no teatrinho mais acolhedor da zona sul.

Botticellis no meu ouvido

[Foto:PR]
A praça nossa senhora da paz continua a mesma. Aos sábados e domingos de sol escavamos para ter um pouco mais de fé e terra nas unhas. Parecem três marioscas à espera de um godot, enquanto passa. Virão novos sábados de sol e de fé com novas escavações. Hajam dedos. Agora sim, num cantinho norte tenho esse stay with my brother no ouvido.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

"O Bebê e o Mar"

A estréia de "O Bebê e o Mar" superou as minhas expectativas, a equipe conseguiu dar conta desse novo desafio de re-estrear um espetáculo com moldes diferentes da montagem inicial e que mudasse um pouco o caminho traçado pel`"O Cirquinho de Luísa". Suprimimos as projeções de vídeo e criámos novas dimensões textuais e coreográficas. Nossos apoiadores nos cederam bons materiais de trabalho para podermos oferecer ao novo público, a cada dia mais exigente, um produto final muito poético! LR

Mais um belo concerto com a voz maravilhosa de Juli Mariano! Eu vou!


"Amor assim tão grande" de Miriam Halfim inaugura Teatro na Hebraica-Rio

A leitura da peça "Amor assim tão grande", de autoria da querida escritora Miriam Halfim reinaugura o Teatro da Hebraica-Rio. A realizar no dia 30 de maio, às 17 horas! O elenco conta com membros do TIC: Gilberto Marmoroch José), Clarita Paskin (Marta), Fernando Reski (Henrique), Luba Frankental (Helena) e Alexandre Manfredini (Adolfo), além de atores convidados: Mariana Guimarães (Stella) e Pedro Nunes (Manolo/Menasze). Ana Bentes, presidente do TIC, lerá as rubricas. Segundo a autora, a peça é uma comédia que faz rir e emociona.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Adília Lopes, como poetar é tão fácil...

[FOTO:LR]
«porque tenho eu / frieiras se nunca tiro as luvas? / porque tenho eu arranhões / se os meus gatos são meigos? / como dizia uma pobre rapariga / que era criada e mal sabia ler / também eu vou dizer / coração partido / pé dormente / vou para a cama / que estou doente / porque me traíste tanto / se os meus gatos são meigos?... / porque me traíste tanto / se eu nunca tiro as luvas?»_adília lopes (A NAIFA)
Esse poeminha é sem dúvida um docinho para quem gosta de palavras simples. Para quê saber mil verbos, mil teorias e paradigmas quando se esquece da vida simplificada pelo gostar e não gostar. É mais tranquilo.
Um dia li um desses poemas dessa bela poeta para uma platéia de cabeças brancas muito eruditas. Era o lançamento do livro pela editora e eu e outro ator tivemos o prazer de o lançar pela nossa voz e interpretação.
O livro juntava poetas e poemas ditos "lado B" mas era de uma graciosidade na leitura e nas gravuras pintadas que lhe era merecido aquele encadernamento tão fino. Eu já amava aquele livro só por o ter na mão e poder oferecê-lo àquela platéia pela minha palavra e minha elocução. Viajei naqueles poemas simples e belos como eu os via. Esses eventos em Portugal são regados a Vinho do Porto e doçaria fina do norte. No meio de uma ou duas taças vem uma cabeça branca convalescente mas bem simpática comentar comigo que eu havia feito o milagre da multiplicação dos pães porque aquele que era dado no livro era um pãozinho bem mirrado sem fermento em tabuleiro de prata! Minha opinião e admiração por aquela poesia não mudou, amo os poetas. Alguns estavam por lá e eu corri, como adolescente louca, a pedir seus autógrafos. Esse livro fica guardado numa estante farta que minha mãe vela por mim. LR

terça-feira, 11 de maio de 2010

" O Bebê e o Mar" estréia dia 15 de Maio no Teatro Cândido Mendes, em Ipanema.


Teatro Cândido Mendes, Rua Joana Angélica, 63, Ipanema. 21 2267-7295

Informações e reservas: 21 9252-5837 / 21 8881-1526.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

" O Cirquinho de Luísa" em Petrópolis

LOCAL: Theatro Dom Pedro
DIA: 08 de Maio
HORÁRIOS: sábado: 14h, 15h, 16h
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: de 6 meses a 6 anos
INFORMAÇÕES: 24 2235-3833
ENDEREÇO: Praça Expedicionários, s/nº – Centro Telefone: 24 2235-3833 /
RESERVAS: (24) 2237-9424 / (24) 7811-5939

sábado, 1 de maio de 2010

Rosas para Maria Gil

E ele veio buscá-la. Também me lembro bem dela, lembro da imagem de mulher vivida, austera e meiga o quanto baste. Lembro-me da cozinha cheia de lenha para o borralho e dos mochos de tronco maciço de madeira espalhados pelo cómodo para as visitas se acomodarem. Na Páscoa tinha sempre para oferecer um folar ou umas amêndoas. Ela era o pilar e os alicerces, era quem sustentava a casa para que o velho Rosa pudesse guardar seus tostões - isso diziam as bocas do povo. Meu pai tem os olhos dela, bem escuros e um tanto-quanto tristes.
Vivia conforme a vida podia, imagino que em moça sonhasse com belos vestidos, com casas fartas. A sua era humilde mas calorosa e tinha sempre alguma coisa na fogueira a ferver. Dos factos, rodeada de filhos, três filhas mulheres e dois filhos homens, um se perdeu de vista para os lados da França, o outro se isolou desde cedo no seu mundo particular e restaram as três que, como mulheres efectivamente, sempre deram mais valor à progenitora guerreira.
Ele se foi no dia 8, ela se foi no dia 26, entre as duas idas vão apenas 18 dias. Para quem crê, ele foi primeiro e veio buscá-la depois, para a libertar da convalescência. Assim dizem, os que crêem, que os mortos voltam para buscar as pendências. Por outro lado, ela pode também ter esperado o limite dele para poder descansar. Um estava dependente do outro e esse vínculo era muito profundo. Quando a vi pela última vez, cativa do sono, ela respondia quando o velhinho Rosa gritava o seu nome. Não se sabe por que artes caiu numa cama assim de uma vez, como foi, desde quando e porquê...apenas que estava doente e foi ficando e foi se entregando inerte àqueles anos... e anos de convalescência. Ali foi ficando e foi envelhecendo mais ainda, velada sob o olhar cuidadoso do velhinho Rosa. Afinal Shakespeare não escrevia apenas mitos, toda a história de amor tem um fundo real e atemporal.
Marias portuguesas sempre foram mulheres fortes e austeras. Se eu pudesse compará-la com a minha outra avó que nem conheci (em comum o nome Maria) lhes dedicaria uma música de Zeca Afonso que tem tudo a ver com elas:
"As sete mulheres do Minho, as sete mulheres do Minho
Mulheres de grande valor, mulheres de grande valor
Armadas de fuso e roca, armadas de fuso e roca
Correram com o regador, correram com o regador
Que da foice fez espada, que da foice fez espada
Há-de ter na lusa história, há-de ter na lusa história
Uma página doirada, uma página doirada
Viva a Maria da Fonte, viva a Maria da Fonte
Com as pistolas na mão, com as pistolas na mão
Para matar os cabrais, para matar os cabrais
Que são falsos à nação, que são falsos à nação."

Deus a tenha e não será esquecida! Mais uma vez eu e meus irmãos ficámos esquecidos, ninguém nos avisou a tempo de nos despedirmos dos nossos avós! Ninguém se lembrou que somos netos. Eu nem podia ir me despedir porque me encontro exilada neste trópico, mas meus irmãos poderiam prestar a última homenagem por mim. Deixar um beijo, um abraço, uma lágrima que fosse.
E assim foi, em Abril, juntos e de mão dada, se libertaram os veios fortes das velhas raízes da nossa árvore genealógica paterna e partiram para um lugar melhor. Olham por nós de lá de cima.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

"O BEBÊ E O MAR" estréia dia 15 de Maio no Teatro Cândido Mendes!

De volta ao Teatro Cândido Mendes, "O Bebê e o Mar" se apresenta no horário das 15 horas aos sábados e domingos, para mais informações e reservas de grupos entre encontato com a produção pelos telefones (21) 9252-5837 / (21) 22661050.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Música para bebês!

Na educação musical aprende-se a ouvir, a escutar, a descobrir, a imitar, a explorar, a expressar, a criar, a sentir e a apreciar a música, esses sãos os parâmetros das aulas que decorrem sobre minha maestria em duas escolinhas da cidade maravilhosa. Com dedicação e muito amor, ensino a escutar o "dó, ré, mi" a onze turminhas irreverentes.
Em cada fase, um malabarismo diferente para chamar a atenção dos pequenos e aguçar sua sensorialidade.
Num processo de construção do conhecimento, a criança aprende por observação, imitação e experimentações. O ambiente é sempre alegre, espontâneo e descontraído, há que inventar mil artimanhas para estimular esses pequenos na arte e vale muito - além das multiplos benefícios para eles - para mim também pelos sorrisinhos diários e as tiradas mais hilárias. Assim decorre meu estúdio de experimentação para mais um musical para bebês!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

"O Cirquinho de Luísa" na sua última semana de apresentações no Teatro Cândido Mendes!



A temporada d`"O Cirquinho de Luísa" está no fim. Esse final de semana (dias 17 e 18 de Abril, às 15 horas) serão as últimas apresentações da temporada no Teatro Cândido Mendes que começou em Outubro de 2009.
Depois nossa tendinha viaja para Petrópolis e outras cidades e estados brasileiros. Em Maio estamos de volta com "O Bebê e o Mar" que tem sua data de estréia marcada para o dia 15 de Maio de 2010. Lembrando que o Teatro Cândido Mendes é situado na R. Joana Angélica, em Ipanema. Informações: 2267-7295 ou pelos celulares da produção 8881-1526 / 9252-5837.

O velho Rosa centenário

Parabéns, avô, pelos 100 anos. Era este ano o prazo para as 100 velinhas mas o velhinho não quis mais esperar e partiu dias antes...
Já me lembro dele velho. Vinha empoleirado numa bicicleta que era seu principal meio de transporte, com ela rodava quilómetros. Tinha também uma bela charrete de burros que lhe valia para dar conta de todos os pedacinhos de terra. Morava no centro de Quiaios, numa ruelinha bem movimentada cheia de casinhas coladas umas nas outras. Conhecido como Zé Rosa e só, sem outros nomes ou apelidos e casado com Maria Gil, também sem outros nomes. Chegava na Gestinha de bicicleta, queria saber dos netos, do filho perdido por alhures e nos trazia sempre qualquer coisa que fosse para os 3. Também me lembro das cabras, eram muitas e depois de servirem de banquete, em Quiaios viravam um sumptuoso tapete. Assim eram ornadas as casas com tapetes e também com os chifres.
Lembro do seu linguajar com as cabras e com os burros. Às vezes parecia que falava a língua dos bichos e o seu próprio sotaque adquiria aquele vibrato dos sons desses animais que ele lidava. Isso quando conversava connosco. (Quem conhece a recolha de Michel Giacometti e Fernando Lopes-Graça, entende do que falo.)
Quando sorria era o meu pai chapado, que por sua vez é meu irmão chapado. Quase se adivinha como o velho era em novo. A última vez que o vi, há uns anos, ainda andava de bicicleta e fazia ginástica diária! Não era uma bicicleta qualquer, era uma bicicleta estática adaptada, era um instrumento moderno mas de spinning do seu tempo: as rodas não chegavam ao chão, flutuavam num adaptador em madeira. Devia ser assim em 1910. A ginástica era feita num corrimão onde se estirava. Todos os dias o velhinho de quase 100 cumpria essa rotina e ainda cuidava de sua esposa há anos deitada no seu leito em "sono profundo". Exemplificou-nos como conversava com a velhinha, como cuidava dela com a dedicação de um eterno Romeu que não se deixou envenenar mas velou sua Julieta até às suas últimas. Na minha cabeça ele iria esperá-la para se despedir, infelizmente esperou demais e ela resolveu resistir mais tempo. Esse homem sim, pode se vangloriar de missão cumprida! Chegou nos três dígitos e ainda cumpriu sua love story até ao fim do seu fim.
Contam-se mais de uma dezena de netos e outra dezena de bisnetos contando com a minha que conheceria este ano. Havia a lenda de que o velhinho guardava muitos marréis e escudos no colchão e era sabido que seu filho fazia fogueiras com suas roupas. Cousas e lousas! Deus o tenha.

PS: Obrigada pelas rosas no nome! Uma herança bonita que o velhinho nos deixou. Eu e meus irmãos formamos um bouquet! (rs)

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Critica de Ricardo Schöpke no Jornal do Brasil ao espetáculo "O Cirquinho de Luísa"


"DIVERSÃO DESDE O BERÇO", Jornal do Brasil.
Ricardo Schöpke

"O teatro para bebês vem sendo desenvolvido há alguns anos na Europa. Tendo como um de seus mais importantes realizadores na Espanha o grupo La Casa Incierta e outras importantes companhias na Alemanha, Itália, Portugal e França. Os espetáculos abordam temáticas variadas, não necessariamente de forma educativa ou didática, mas tendo como princípio básico a exploração dos cinco sentidos, respeitando também o princípio de que o teatro para as crianças (neste caso, para os bebês) não deve ser melhor ou pior do que o feito para adultos, apenas diferente. A criança tem todos os seus canais abertos para receber estímulos de formas variadas. No teatro para a primeira infância os campos da visão e da audição são dois dos sentidos que mais devem ser desenvolvidos, ficando claro que isto não constitui uma regra a ser seguida, ou que é sugerida como uma receita infalível de bolo.O imagético é um dos principais meios de comunicação com este delicado público em formação. Desta maneira, o teatro para bebês tem buscado apresentar elementos como imagens geométricas, movimentos corporais, variada gama de cores, e objetos de diferentes tamanhos e dimensões (2D, 3D). O campo da audição também é um dos pontos mais importantes do teatro para a infância, colaborando para um crescimento significativo da lógica e da sensibilidade ao belo e ao sublime.O cirquinho de Luísaé um dos primeiros espetáculos de teatro para bebês apresentado na cena carioca. Desenvolvido pelos atores e diretores Liliana Rosa e André D’Lucca, tem como objetivo principal ser um projeto de aprendizagem e partilha entre pais e bebês um meio de introdução da criança no mundo da arte. O tema abordado na peça é o nascimento e ciclo da vida, ativando a memória embrionária e indo de encontro à primeira infância até as nossas raízes e origens, explicando as etapas da vida por associações, analogias e estimulação dos sentidos. Para os pequenos é uma porta aberta para que eles comecem a descobrir novas linguagens. O nome do espetáculo, uma homenagem ao nascimento de Luísa, filha da atriz Liliana Rosa, revela para o público o que foi essencial no desenvolvimento da pesquisa para construção da peça. Após o nascimento dela, foi desenvolvido um laboratório de análise das suas reações a determinados estímulos visuais, sonoros e táteis. Luísa acompanhou todo o desenrolar dos ensaios e da montagem, foi quase como uma consultora artística. Além disso, todo o enredo da peça foi inspirado no seu crescimento.A cenografia da peça é bastante colorida. Um circo com uma pequena lona feita de tiras de tecidos azuis, vermelhos e amarelos, e um pequeno picadeiro onde os pais e as crianças são convidados a sentarem juntos para que possa haver uma inteiração verdadeira entre a atriz e o público. Valendose de brinquedos montáveis e desmontáveis, a atriz Liliana Rosa apresenta para as crianças de onde elas vêm. Todo o trabalho é bastante lúdico, formativo e informativo. A direção musical também é adequada, apresentando sons incidentais de crianças rindo. A ampliação deste efeito possibilita uma ambientação agradável e ajuda a acalmar os ânimos dos miudinhos. Liliana Rosa conduz o espetáculo com bastante propriedade, mostrando-se familiarizada com o universo materno, e com a linguagem apropriada para alcançar a atenção de crianças tão pequeninas. Liliana fala baixo, de forma pausada, articulando bem as palavras.Apresenta às crianças o dia, a noite e os animais, e usa o tato para aguçar a criatividade.Água, bolinhas de sabão e pequenos brinquedos servem de modelo.Importante ressaltar que no caso da linha de atuação adotada pela direção, que busca ensinar e apresentar as novidades para as crianças, é preciso tomar cuidado com as associações. No início da peça, a atriz apresenta um sapatinho vermelho como sendo a Luísa e ao final apresenta um cachorrinho, que depois ela veste com o sapatinho vermelho (símbolo da Luísa). Isso confunde algumas crianças que associam o cachorro à própria personagem. Ou seja, é preciso que nada passe despercebido na transmissão das idéias para este público em constante formação." Jornal do Brasil, Sábado, 27 de Março de 2010.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Páscoa com Cirquinho de Luísa no Teatro Cândido Mendes!


Estaremos apresentando "O Cirquinho de Luísa" no final de semana de Páscoa! Quer ver de onde sai o coelhinho do nosso cirquinho? Quer saber se rola ovo? Então venha nos assistir e traga a criançada! Sábado e domingo de Páscoa, 15 horas no Teatro Cândido Mendes, Ipanema.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Final de semana tem Cirquinho de Luísa!

(Foto: "O Cirquinho de Luísa" no Teatro Cândido Mendes)

Já não sabemos como é não fazer o Cirquinho de Luísa no final de semana. É uma rotina deliciosa. Sempre antecede um pulinho na praia de Ipanema, um rolar na areia, uma água de côco bem gelada, uma caminhada pela orla. Depois Cirquinho, faça sol ou faça chuva lá estamos marcando o ponto das 15 horas. É sempre uma festa, os bebês trazem suas famílias e comungam connosco um momento único de risadas, balbuciares e gritinhos de alegria e animação. Ficamos muito felizes. Como final de semana significa Cirquinho de Luísa, estaremos nos apresentando sem paragens até dia 18 de abril. Depois retornamos em Maio com "O Bebê e o Mar" numa montagem bem divertida e renovada! Informações pelos telefones: (21) 8459-5006 / (21) 88811526.

sexta-feira, 19 de março de 2010

O Cirquinho de Luísa em cartaz até abril! Mês das Mães em Petrópolis.


O espetáculo "O Cirquinho de Luísa" está em cartaz até ao mês de Abril no Teatro Cândido Mendes em Ipanema às 15 horas. Em Maio parte para Petrópolis para festejar o Mês das Mães.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Edição de 10 de Agosto de 2001 do jornal O Figueirense

Acabo de achar uma entrevista de um jornal da terrinha, a chamada é bem simpática: "E na Figueira da Foz nasceu uma actriz "

"Actriz acima de tudo, mas também dramaturga e encenadora. Mulher. Ama o teatro na mesma medida em que faz parte dele, e isto significará completamente. Tem apenas 20 anos e por trás de uns olhos azuis e de uma timidez que desarma, esconde-se a força capaz de ter levado a bom termo a produção, encenação e representação de uma peça da sua autoria. “Homem Arbore” é , entre muitas outras coisas, uma ode à sua terra, às suas raízes, ao seu passado-presente: Gestinha, localidade do concelho da Figueira da Foz, lugar onde semi-vive, de onde partia para Buarcos para assistir às revistas no “Caras-Direitas”. Memórias de sempre e para sempre gravadas na pele de Liliana Rosa. A actriz. A encenadora. A dramaturga. A mulher. “A partir da árvore são redigidos os Mandamentos do Senhor” *, escreve Liliana. E quais serão os teus mandamentos, Liliana?
Ser actriz
Como é uma actriz? Representará sempre, viverá como se estivesse constantemente num palco, em permanente metamorfose? Tratando-se de Liliana Rosa, eu diria que não. E voltaria a negá-lo. Quando se fala com alguém para quem o teatro é a sua vida, não se pode fazer as perguntas de sempre, cair no banal, poque imediatamente somos levados para o plano dos sentidos, os mesmos que Liliana Rosa afirma promover. Foi parar ao teatro “por acaso”, ainda que a lembrança das revistas que assistia em miúda há muito lhe tivessem despertado o gosto pelo palco. Com apenas 14 anos, soube que o Teatro do Morcego – Laboratório Oficina (de Coimbra) iria realizar um Curso de Formação Profissional na Figueira da Foz. Inscreveu-se e esses quatro meses marcaram-lhe a sina. Definitivamente. Quando o curso acabou, ela e mais quatro pessoas que haviam frequentado o curso, decidiram fazer viver um novo projecto, deles, construído à medida do que se aprende, do que se vai sentindo. Chamava-se “Teatro Anu”, porque o palco era a Figueira, e Anu é um deus mitológico ligado ao mar. O mesmo que vive no olhar de Liliana.
“A essência do teatro está no próprio actor”
Depois, foi a escalada. Diz gostar de “explorar a fisicalidade no teatro”, e por isso ama a dança, o gesto, o movimento. O sair de si, abrir os braços, qual Homem Arbore, e explorar os ramos-braços, girar constantemente, imprimir sentido e vento à voz. Diz que o teatro que gosta de fazer vive mais do movimento das palavras. Porque a voz distrai e o movimento cativa. Fica. E, não obstante a sua timidez, é no palco que se sente bem, quando “tem toda a gente” a olhar para ela e sabe que estão ali por sua causa. Como se tivesse encontrado o seu lugar no mundo.
Teve aulas de dança contemporânea com Ana Borges e depois partiu para Coimbra, para ingressar num Curso Livre de Teatro da Escola Superior de Educação de Coimbra. Fez um pouco de tudo, tarbalhou até no Arquivo da Biblioteca Municipal da Figueira da Foz. Um Verão inteiro a organizar jornais, a conhecer gentes de antes, a procurar essências. Talvez tudo o que procura se resuma a isso. À essência do teatro, que acredita encontrar-se no fundo do próprio actor.
“Homem Arbore”
Sempre escreveu. Poemas. “Homem Arbore”, a peça que esteve em cena no mês de Julho no Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV), em Coimbra, é um filho seu. É o seu sangue e as suas entranhas. O texto, esse, há muito tempo que o foi gotejando (inclui versos que escreveu há seis anos atrás). Porque gosta de parar, reescrever, descobrir exactamente aquilo que quer dizer. Porque é actriz, sabe que não se pode mentir, quando se trata de chamar as coisas pelos nomes, e muito menos quando as palavras são dela, e dizem coisas dela, e são também a sua história. Durante um mês e meio fechou-se numa sala sozinha e ensaiou, representou para o nada, descreveu gestos no ar e foi compondo o seu monólogo. Só dela. Como tinha de ser. Acabou por se converter numa produtora, encenadora e actriz, muitas coisas numa só pessoa.
Prometeu apresentar a peça no dia marcado e apresentou.
Á parte o “Homem Arbore”, fez também parte do elenco de “Nostrum Lenz”, que esteve também em cena no TAGV, do Teatro do Morcego, para o qual entrou em 2000.
E a fórmula para ser actriz, onde está? Não existe fórmula, diz Liliana, para quem qualquer pessoa é um potencial actor. “É preciso muito trabalho e dedicação, não tem a ver com talento”. Quase que acredito.
“O teatro na Figueira não existe”
Agora, reparte os seus dias pelo Porto, onde frequenta o Curso de Teatro-Interpretação na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo, por Coimbra e pela Figueira da Foz. Tem pena que actualmente o teatro, na terra que a viu nascer, esteja reduzido ao nada. Lembra-se que houve tempos em quem esta arte estava representada, e bem, na Figueira. Lembra-se das sessões no “Caras-Direitas” e de existirem pessoas com talento e de existir realmente Teatro. Na sua opinião, “dinamizou-se muito o turismo, e equeceram-se outras coisas”, imprescíndiveis. Por não existir, por exemplo, “iniciativa da Câmara”, as pessoas acabam por ir-se embora, procurar espaços onde possam realmente trabalhar, e depois as pessoas desabituaram-se de assistir a peças de teatro, porque público, “esse existe”, diz convicta.
“Havia a tradição das revistas, e os populares, muitos, assistiam sempre”, diz Liliana, que vê agora o teatro ser frequentado por uma “elite”, tendo-se caído numa situação em que tudo funciona por convites, quase não existindo bilhetes. E depois, os jovens também partem da Figueira, para estudar ou à procura de coisas que a Figueira ainda não tem, ou que já teve e esqueceu, como o teatro.
Representar na Figueira da Foz
A nível geral, em Portugal, Liliana critica a pouca divulgação que o teatro tem, e afirma que “existem poucos subsídios, não há dinheiro suficiente para o teatro”. Prova disso é a sua própria experiência no Teatro do Morcego. Pediram ao Instituto Português das Artes do Espectáculo 6 mil contos, para duas peças, e receberam 4000 contos, referentes a uma única peça. Resolveram fazer as duas. “Com esforço, tudo se consegue”, diz Liliana, mas mesmo assim lamenta o fraco apoio que existe para a arte em Portugal. “Temos criadores em Portugal que vão para o estrangeiro, ou decidem fazer outras coisas, porque aqui não há iniciativa”, afirma Liliana. E depois, acrescenta, “nas próprias Escolas Secundárias, são poucas as que têm cadeiras de Teatro ou Expressão Dramática”, e tudo isso contribui para o esmorecimento do teatro.
Um das coisas que gostaria de fazer era representar para a sua terra, para a Figueira da Foz. Diz já ter feito contactos, e estar à espera de respostas. É que o azul dos seus olhos tem muito deste mar: uma aparência calma, mas uma rebeldia latente. Liliana Rosa escolheu ser actriz, e o destino quis que o fosse: já.
*in “Homem Arbore”, de Liliana Rosa
Jornalista: Paula Ferreira
Sem superstições...
Uma actriz – “são muitas, não consigo escolher só uma”. Maria do Céu Guerra
Uma peça – “After Sun, do Teatro La Carniceria. Vi-os no Citemor e gostei, porque é parecido com o teatro que nós fazemos, que é um teatro físico, com muita expressão”.
Uma superstição – “Estar calma antes de entrar em palco, estar concentrada. Superstição mesmo, acho que não tenho nenhuma... talvez beber água”.
Uma sensação em palco – “Sinto o sangue a ferver. É bom ser o centro das atenções, saber que está toda a gente ali só para me ver”.
Um medo – “Tem de afastar-se os medos. Só o medo de ficar doente e não poder seguir a vida que planeei, a linha de trabalho que projectei”.
Estraído do site: http://www.ofigueirense.com/10agosto2001/conversa/default.htm

domingo, 24 de janeiro de 2010

"O Bebê e o Mar" regressa ao Teatro Cândido Mendes em abril de 2010


Nosso teatro para bebês é um sucesso! Após a alegre temporada d´O Cirquinho de Luísa desde outubro de 2009 (ainda em cartaz no Teatro Cândido Mendes) e a pedido de nossos "pequenos e graúdos públicos", vimos comunicar que o espetáculo "O Bebê e o Mar" já tem estréia marcada para abril!

Teatro para Bebês e seus familiares no Teatro Cândido Mendes


"O Cirquinho de Luísa" continua a reuniar as famílias todos os sábados e domingos no Teatro Cândido Mendes em Ipanema, às 15 horas, horário quente para ficar na praia e ótimo para comungar em família no teatrinho que é para todos se divertirem desde os bebês aos seus avós.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Alma pesada

"Minha alma tem o peso da luz.

Tem o peso da música
Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita
Tem o peso de uma lembrança
Tem o peso de uma saudade
Tem o peso de um olhar.
Pesa como pesa uma ausência e a lágrima que não se chorou"
Clarice Lispector


Deitada és uma ilha

Ilha de David Mourão-Ferreira

"Deitada és uma ilha. E raramente
surgem ilhas no mar tão alongadas
com tão prometedoras enseadas
um só bosque no meio florescente

promontórios a pique e de repente
na luz de duas gémeas madrugadas
o fulgor das colinas acordadas
o pasmo da planície adolescente

Deitada és uma ilha. Que percorro
descobrindo-lhe as zonas mais sombrias
Mas nem sabes se grito por socorro

ou se te mostro só que me inebrias
Amiga amor amante amada eu morro

da vida que me dás todos os dias"