quarta-feira, 30 de setembro de 2009

As melhores músicas de sempre: "Deixa a vida me levar" de Zeca Pagodinho


Não que seja a música em si mas as palavras cruas e o tom ébrio da situação, o mesmo tom que a vida nos propõe. Hoje tenho dois minutos para escrever, tenho tantas ideias que decido não optar por nenhuma delas. Vou tentar achar outra que esteja mais certa, mais dentro do do contexto daquilo que realmente me apetece escrever.Ou só escrever para aquecer esta máquina que esfriou. Antes escrever era um ato em si lírico, era como se existisse só a minha mão e a caneta que iria imprimir no papel o que fosse, depois descobriram esta tecnologia de bater os dedos e tudo ficou mais arriscado. Escrevi muitos caderninhos, nunca tive jeito para tecnologias mesmo me esforçando para concertar objetos modernos só por desporto.   Graças à tecnologia existem estas coisas dos blogs onde podemos despejar tudo e alguém se interessa por nos acompanhar, por deixar um abraço de vez em quando. Escrevi centenas de cartas, enviei muitos postais, deixei recados escritos em pedaços de papel. Li alguns livros até descobrir que existe um mundo de coisas para ler além desses livros. Hoje volto a esses livros porque me fazem falta.
Escolhi esta música de Zeca Pagodinho para descerver a evolução, as escolhas, o porquê de tudo. Há dias que penso nisso como algo que defini aos 12. A vida me levou onde estou, fui eu que escolhi e ela só me trouxe porque eu quiz vir aqui. Aos 12: teatro, arte, pedagogia, faculdade, viagens, sucesso, ídolos, amor, muita paz, muitos filhos, paixões e património.Acho que me lembrei de todos os meus biscoitos da sorte. Por isso pareço diferente mas não cada vez mais parecida a esse tempo antigo. Só depois de experimentarmos é que percebemos o quanto nossos antepassados estão certos.

Poemas femininos: Convalescência de Miguel Torga

Há uns quinze anos atrás decidi ler a Coleção Diários de Miguel Torga, Comecei a ler e não consegui para até completar a coleção. Nessa altura eu era leitora da Biblioteca Municipal da Figueira da Foz, passava horas escolhendo novas leituras, apesar de velhas, para poder alimentar a minha sede de conhecer, própria do frenesim adolescente. Até hoje consigo recitar esse poeminha tão luminoso e tão feminino! Algumas palavras resumem uma vida inteira.

Convalescência
Hora a hora,
Nasce outra vez em mim a vida.
Devagar,
Como um gomo de vide a rebentar,
Cobre de verde a cepa ressequida.
È um fruto que acena?
È uma flor que hà-de ser?
- Fui eu que disse que valia a pena
Viver!
Poema da autoria de Miguel Torga (Coimbra 14 de Fevereiro de 1943)


Spencer Tunick, o fotógrafo das multidões nuas

terça-feira, 29 de setembro de 2009

"Efeito Sanfona" no Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá!




Com exibição dia 09 de outubro, "Efeito Sanfona", é a mais nova produção na categoria de filmes luso-brasileiros! Com estreia em Cuiabá, o filme se prepara para voos europeus. Avalidado em três milhões e meio, seu custo final será de 500 mil reais. "Efeito sanfona foi filmado em super 16 mm, foi transferido para digital e se prepara para ser impresso em película 33 mm para poder ser exibido com todo o glamour que merece.Confira a programação do Festival em http://www.cinemaevideocuiaba.org/

As sete inteligências do ser humano segundo Howard Gardner



Não existem pessoas mais inteligentes do que outras, existem sim algumas que dominam determinadas áreas do conhecimento melhor do que outras mas a inteligência pode ser ginasticada também!

Eis as diversas inteligencias que o ser humano pode ter mais opu menos desenvolvidas segundo Howard Gardner:
Abstrata
· Lógico-Matemática - Habilidade para raciocínio dedutivo e para solucionar problemas matemáticos. É a mais associada com a idéia tradicional de inteligência. Importante para pesquisadores, cientistas, físicos e engenheiros, etc.


· Linguística - Habilidade para lidar com palavras de maneira criativa e de se expressar de maneira clara e objectiva. É a inteligência da fala e da comunicação verbal e escrita e não tem relação com a cultura da pessoa. Importante para poetas, escritores, oradores, jornalistas, publicitários, vendedores, etc.

· Musical - Capacidade de entender a linguagem sonora e de se expressar por meio dela. Permite organizar elementos sonoros (timbres, ritmos, sons) de forma criativa e independente da aprendizagem formal. É a mais associada com a ideia de talento. Importante para músicos e compositores.

Concreta

· Pictórica-espacial - Capacidade de reproduzir, pelo desenho, situações reais ou mentais, de organizar elementos visuais de forma harmônica; de situar-se e localizar-se no espaço. Permite formar um modelo mental preciso de uma situação espacial, utilizando-o p/ fins práticos (orientação/disposição). Capacidade de transportar-se mentalmente a um espaço. Importante para artistas plásticos, ilustradores, arquitectos, navegadores, pilotos, cirurgiões, engenheiros, escultores, etc.

· Cinético-Corporal - Capacidade de utilizar o próprio corpo para expressar idéias e sentimentos. Facilidade de usar as mãos. Inclui habilidades como coordenação, equilíbrio, flexibilidade, força, velocidade e destreza. Importante para atletas, mágicos, bailarinos, malabaristas, mímicos, etc.

Social

· Interpessoal - Capacidade de compreender as pessoas e de interagir bem com os outros, o que significa ter sensibilidade para o sentido de expressões faciais, voz, gestos e posturas de habilidade para responder de forma adequada às situações interpessoais. Importante para líderes de grupos, políticos, terapeutas, professores e animadores de espectáculos.

· Intrapessoal - Capacidade de conhecer-se e de estar bem consigo mesmo, de administrar os próprios sentimentos a favor de seus projectos. Inclui disciplina, auto estima e auto-aceitação. Importante para todas as profissões.

· Interpessoal + Intrapessoal = Emocional - Assim denominada por Daniel Goleman em seu best-seller, envolve a capacidade de interagir com o mundo levando em conta os próprios sentimentos e a habilidade de compreender as emoções próprias e alheias, utilizando para as nossas decisões pessoais e profissionais.

Espiritual

· Espiritual - É a capacidade de aplicar, nas acções do quotidiano, princípios e valores espirituais, com o objectivo de encontrar paz e tranquilidade. Envolve a capacidade de encontrar um propósito para a própria vida e de lidar com problemas existenciais (perdas, fracassos, rompimentos).

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

"O Cirquinho de Luísa" e "O Bebê e o Mar" no Mês das Crianças em Cuiabá e no final de Outubro estreia no Rio de Janeiro.


Medo - the scared song


Como é designado o medo?: "O medo é um sentimento que proporciona um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamente. Pavor é a ênfase do medo.

O medo pode provocar reações físicas como descarga de adrenalina, aceleração cardíaca e tremor. Pode provocar atenção exagerada a tudo que ocorre ao redor, depressão, pânico etc.
Medo é uma reação obtida a partir do contato com algum estímulo físico ou mental (interpretação, imaginação, crença) que gera uma resposta de alerta no organismo. Esta reação inicial dispara uma resposta fisiológica no organismo que libera hormônios do estresse (adrenalina, cortisol) preparando o indivíduo para lutar ou fugir.
A resposta anterior ao medo é conhecida por ansiedade. Na ansiedade o indivíduo teme antecipadamente o encontro com a situação ou objeto que lhe causa medo. Sendo assim, é possível se traçar uma escala de graus de medo, no qual, o máximo seria o pavor e, o mínimo, uma leve ansiedade.
O medo pode se transformar em uma doença (a Fobia) quando passa a comprometer as relações sociais e a causar sofrimento psíquico. A técnica mais utilizada pelos psicólogos para tratar o medo se chama Dessensibilização Sistemática. Com ela se constrói uma escala de medo, da leve ansiedade até o pavor, e, progressivamente, o paciente vai sendo encorajado a enfrentar o medo. Ao fazer isso o paciente passa, gradativamente, por um processo de restruturação cognitiva em que ocorre uma re-aprendizagem, ou ressignificação, da reação que anteriormente gerava a resposta de alerta no organismo para uma reação mais equilibrada." Isto segundo a Wikipedia.
No site Vila Equilibrio explica-se assim:"Todos sabemos que o medo é uma reação protetora e saudável do ser humano. O medo "normal" vem de estímulos reais de ameaça à vida. A cada situação nova, inesperada, que representa um perigo, surge o medo. Mas e quando tudo tem causado medo e não conseguimos agir?"
Para mim o pior medo e o que pode atacar sem ser detetado é o medo de nós mesmos. O medo nos trava, nos congela de forma a não arriscarmos. Arriscar como fazíamos quando eramos adolescentes e só havia na nossa cabeça uma opção na vida: arriscar sempre e sem dó, mesmo sabendo das consequencias de nossos atos pueris.
Quando amadurecemos o "arriscar" torna-se, por um lado, algo calculado (meticulosamente programado), por outro, algo ao qual não conseguimos escapar...simplesmente acontece! Arriscamos porque já temos bagagem para isso e nada nos pode parar. Mas se deixarmos que algo nos pare, esse algo será devastador.
Muitos fatores nos levam a ter medo de agir, é necessário afastar esse medo e seguir em frente porque temos de nos lembrar, temos de escrever em cartazes e espalhar pela casa toda: sou capaz.
Vivemos na nossa ilha: nosso paíz, nossa rua, nossa casa, nossa família e os laços e entrelaços com outras pessoas.
Desde que cheguei nessa ilha que sinto algo acontecer: se no início me sentia dona dela mas não me sentia livre, nesse momento me sinto em casa e me sinto dona do mundo. Quem ler esse texto pode pensar que divago muito mas são só metáforas para poder me expressar sem correr riscos: algo que a idade me ensinou.
Mas o medo é como uma música que odiamos e que não sai do nosso ouvido. No mês de Agosto não escrevi, nem postei coisa nenhuma do meu agrado, refugiei-me na minha concha. Fiz muitas coisas: fiz planos, pesquisei, refleti e tracei centenas de caminhos a percorrer a nível profissional e pressoal. Foi produtivo mas o medo me consumiu, esse medo do tempo, das pessoas, de possuir ou não possuir alguma coisa, de desejar, de mim mesma. Enfim, uma espécie de crise da idade adulta.
Às vezes parece tudo difícil e nós próprios temos de cair na realidade e descobrir que somos capazes de resolver seja o que for. É preciso ter ideias firmes e esquecer a sociedade que pode julgar.Aliás se pensarmos no julgar já nos estamos a julgar antes dos outros o fazerem.E é vital.
Eis uma sas melhores músicas de sempre: Scared Song da Meredith Monk que pode ser ouvida no Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=mFMEfWCDXmQ

Eu ouvia-a quando eu tinha uns 13 ou 14 anos, ainda adoro! Principalmente porque marcou uma época de decisões importantes e o início do "Teatro Físico" no meu planeta. Foi uma amiga que me apresentou Meredith Monk.Se o medo fosse como a "música do medo" da Meredith Monk, seria o paraíso nos nossos ouvidos.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

QUEM MEXEU NO MEU QUEIJO?


"Todos gostaríamos que as coisas se mantivessem tal como estão e evitar, na medida do possível, as mudanças, que costumam ser traumáticas. Infelizmente, as coisas que permanecem sempre inalteradas são poucas e tudo tende a fluir, a mudar. Essas mudanças chegam quando menos se espera. É possível que tenhamos ficado sem trabalho ou que comece a haver dificuldades e que nossos negócios estejam começando a sofrer uma crise. Talvez não tenha nada a ver com a área do trabalho ou dos negócios, e sim com a vida pessoal e familiar. Venham de onde vierem essas mudanças, é preciso saber enfrentá-las e de forma adulta solucionar os problemas da melhor forma possível, e para isso é preciso ter uma boa ferramenta. Pode-se considerar este livro como o instrumento que nos fazia falta para sairmos vitoriosos. É um livro com uma história bem pequena, podendo ser lido em menos de uma hora, e está escrito de uma forma clara, simples para que qualquer pessoa possa entendê-lo. É dividido em três partes. Na primeira, alguns antigos companheiros do instituto se reúnem e falam sobre as dificuldades que tiveram que passar ao longo dos anos em que não tiveram contato. Um deles resolve contar a história de ?Quem Roubou Meu Queijo??, para que lhes sirva de ajuda, tal como ocorreu com os empregados da empresa em que trabalhavam. A segunda parte é a própria história e termina com um epílogo em que os personagens da primeira parte comentam o conto e como podem aplicá-lo em suas vidas. A história é contada em forma de fábula de alguns ratos e algumas pessoas encerradas em um labirinto. Essa história não deve ser interpretada literalmente, mas a partir de alguns fatos, algumas atitudes, que nos trazem uma mensagem. E creio que esta é a forma correta, pois chega a transmitir a mensagem, a idéia, de forma clara, a um grande número de pessoas que não estariam dispostas a ler um manual de psicologia. Talvez porisso tenha sido um êxito editorial, pois fala de uma forma simples (e divertida) de perguntas sobre as quais todos nós tivemos que pensar em alguma época. Mas o livro não dá soluções diretas, quer dizer, não te diz precisamente o que fazer. Não te explica como tens que melhorar os problemas da tua empresa, como tens que solucionar os conflitos de casal, etc, mas apenas dá intuição de como deves fazê-lo. Se hás fracassado em algo, ele te diz que não te lamentes pelo que perdeu mas que te movas logo porque estás perdendo muitas novas oportunidades. O queijo dentro da história é esse algo que desejamos, seja uma boa situação no trabalho, uma casa, uma família, dinheiro, etc. O labirinto simboliza o entorno onde nos movemos. Os distintos personagens da história representam as diferentes atitudes que podemos tomar quando ?o queijo? desapareceu por qualquer motivo que seja. Podemos fazer como os ratinhos, que sem se preocuparem tanto com o motivo do desaparecimento do queijo vão em busca de outro melhor. Podemos tomar a atitude de uma das personagens que, apesar da hesitação inicial, busca outro queijo, enquanto seu companheiro não pára de lamentar-se e não faz nada para mudar a situação, apenas espera que seu queijo reapareça. É um livro que eu tinha parado em casa e que ontem decidi ler. Faz pouco tempo que fiquei desempregado e tentei buscar nesse livro alguma chave ou indicação que me pudesse ajudar na hora de enfrentar o meu iminente futuro. É possível que eu também tenha perdido o ?meu queijo?, mas isso não é motivo para que eu fique fechado em casa esperando que as coisas mudem por si mesmas. Daqui a poucas horas será um novo ano, e gostaria de enfrentá-lo de forma positiva, buscando meu ?novo queijo?. Quando comecei a ler esse livro, tive a certeza de que não iria perder nada, mas que se soubesse utilizá-lo teria nele uma fonte de idéias positivas. Se tu estás em uma situação parecida, recomendo-te a leitura." Extraído do site: http://www.netsaber.com/. Recomenda-se!

As Melhores músicas de sempre: Enjoy yourself by The Specials

Apesar de esquisitos, sem desntes, feios e maus eles são especiais e fazem boa música. Para ouvir e ser feliz: Enjoy Yourself by The Specials

As melhores músicas de sempre: Travelling light by Tindersticks


Assista e se emocione: Travelling light by Tindersticks

Os três noves da sorte!

Segundo espirituosos, cristãos, evangélicos, ateus, democratas, sinceros, libertinos, mentirosos, artistas, sabichões, filósofos, diplomatas, hippies, economistas, videntes, padres, presidentes, visionários, entre outros, HOJE É O DIA.


Bom, para mim, em poucas horas já foi um dia de sorte, dormi maravilhosamente bem, acordei cedo com minha filha brincando feliz, recebi vários e-mails com respostas positivas, respondi aos e-mails, recomecei a escrever no blog...(o que não fazia desde que me dei conta que estou nas miras de Balzac). Balzac: Digamos que a vida se divide em antes de Balzac e depois de Balzac. Esse ano ainda não cumpri tudo o que planejei para o antes mas ainda tenho 11 meses pela frente e as enchada e o foicinho na mão para concretizar. É a fase das borboletas. Vejamos: Se conseguir uma manchita de coisas que me fassam ser feliz de hoje em diante, quando chegar lá, terei como recompensa um panal, sendo que de feixe em feixe de ganhos, cada escavada será uma arroba a mais para espalhar na casita onde poderei proteger com pó bem fino...Bom, acho que o leitor não entendeu nada, é uma espécie de linguagem da terrinha, mas não é assim tão importante decifrar, é tranquilo.

Interessa que hoje é mais um dia bom.