quinta-feira, 5 de junho de 2008

Martinália

Se eu fingir e sair por aí na noitada, me acabando de rir
Se eu disser que não digo e não ligo, que fico...
Que só vou aprontar
É que eu sambo direitinho, assim bem miudinho, 'cê não sabe acompanhar
Vou arrancar sua saia e pôr no meu cabide só prapendurar
Quero ver se você tem atitude e se vai encarar
Se eu sumir dos lugares, dos bares, esquinas e ninguém me encontrar
E se me virem sambando até de madrugada e você for até lá
É que eu sambo direitinho, assim bem miudinho, 'cê não sabe acompanhar
Vou arrancar tua blusa e pôr no meu cabide só pra pendurar
Quero ver se você tem atitude e se vai encarar
Chega de fazer fumaça, de contar vantagem, quero verchegar junto pra me juntar.
Me fazer sentir mais viva, me apertar o corpo e a alma me fazendo suar.
Quero beijos sem tréguas, quero sete mil léguas sem descansar
Quero ver se você tem atitude e se vai me encarar
Se eu fingir e sair por aí na noitada, me acabando de rir
E se eu disser que não digo e não ligo e que fico...
E que só vou aprontarÉ que eu mando direitinho, assim bem miudinho, sei que você vai gostarVou arrancar sua blusa e pôr no meu cabide só pra pendurar
Quero ver se você tem atitude e se vai encarar

Meredith Monk


Meredith Monk (Perú, Lima, 1943) é compositora, cantora, coreógrafa, autora de Nova Ópera e de instalações, e ainda realizadora de cinema, uma pioneira naquilo a que se chama de “técnica vocal extendida” e “performance interdisciplinar”.Durante uma carreira que se espraia por mais de 40 anos, os críticos e o público têm aclamado Monk como uma das forças criativas mais importantes das artes cénicas. Entre os músicos influenciados pela sua obra estão Laurie Anderson e Björk. Em 1999, Monk realizou a performance “Vocal Offering” para sua Santidade o Dalai Lama, como parte do “Sacred Music” Festival, em Los Angeles.Meredith Monk colabora actualmente com alguns dos intérpretes mais brilhantes e aventureiros da cena musical actual, os Vocal Ensemble, que têm actuado nos principais teatros e auditórios mundiais como o Carnegie Hall, o Queen Elizabeth Hall e a Cologne Philarmonie, entre outros. Os membros do Vocal Ensemble representam diferentes culturas, incluindo a Ásia, a África, a Europa e a América Latina, abordando diversas tradições artísticas, desde a ópera Chinesa e ocidental, até à Broadway e ao teatro musical, bem como todo o tipo de peformances multidisciplinares.

Yma Sumac


Yma Sumac nasceu em 13 de setembro de 1922 , em Cajamarca, Peru, como Zoila Augusta Empératriz Chávarri del Catillo. Ela adaptou o nome Imma Sumac na América do Sul, antes de ir aos EUA. Tal nome foi baseado no nome de sua mãe, que derivava de Ima Shumaq, que significava "linda flor", e até mesmo "linda garota", como declarou em algumas de suas entrevistas.Yma Sumac possuia um enorme alcance vocal que ia acima de 4 oitavas. Na gravação de sua canção Chuncho, ela bate sua nota mais baixa, Bb2, e sua nota mais alta, C#7, possuindo 4,2 oitavas.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Totó la Monposina


Totó la Momposina é uma cantora columbiana, que mistura os ritmos tradicionais dos índios sul-americanos com a música afro-latina.Totó nasceu numa família de músicos por várias gerações, numa ilha ao norte do país, chamada Santa Cruz de Mompox, de onde lhe vem a alcunha. Seu pai era um humilde sapateiro, e sua mãe iniciou-a nos ritmos indígenas;
Formada em História da Arte e da Música pela Sorbonne, começou em França sua carreira musical internacional, sendo mais conhecida no estrangeiro que no seu próprio país. Da imprensa e dos admiradores recebeu a alcunha de "A Diva Descalça" - por jamais usar calçados nos palcos.
Seu grande salto para a fama deu-se em Estocolmo, no ano de 1982, quando apresentou-se durante a cerimônia de entrega do Prémio Nobel de Literatura, concedido naquele ao escritor colombiano Gabriel García Márquez.
Em 2003 ela realizou, nos estúdios do cantor norte-americano Peter Gabriel, um álbum chamado La Candela Viva, que foi indicado para o Grammy.
A cantora explica seu apelido "Totó", da seguinte forma:
"Totó es un nombre que me puso mi mamá desde pequeña, y además es un nombre sonoro que a nadie se le olvida". (numa tradução livre: Totó é um nome que minha mãe me colocou quando eu era pequena e, além disso, é um nome sonoro que ninguém esquece.) Tanto o nome como a voz energica. Um ótimo som para um dia chuvoso!

"O Cirquinho de Luísa" com mais uma temporada prorrogada!


O espetáculo para bebês "O Cirquinho de Luísa" tem temporada prorrogada até dia 6 de Julho. Sábados e Domingos às 15 horas no Teatro Cândido Mendes!

sexta-feira, 30 de maio de 2008

A mente voa


"A importância dos planos de vôo: Como você concilia os seus objetivos e atitudes?
A mente dos pessimistas atua como moscas. Voa atarantada, alternando percursos. Pousa em alimentos doces e nutritivos, e logo depois vai atrás de feridas, águas paradas e dejetos. Os negativistas reagem a uma coisa boa lembrando-se de críticas ou tentativas mal sucedidas, repetem sempre frases com mensagens desanimadoras. Já a mente dos otimistas se assemelha à das abelhas: seu vôo é direcionado. Seja na busca do pólen, seja na produção do mel, as abelhas buscam benefícios para sí e para as flores. É esse estado de espírito que dá garra, ajuda na geração de idéias, torna as pessoas agradáveis aos olhos dos outros.Você mostra um plano e ouve um não vai dar certo , acompanhado de um nariz empinado?
É terrível, não? Talvez seu interlocutor apenas tentou visualizar os riscos de um projeto para evitá-los ou administrá-los. Nesse caso você vai se beneficiar com as críticas.O perigo é o pessimista crônico, aquele que tende a apontar aspectos negativos para se sentir importante, evitar o sucesso alheio porque não quer se envolver com mudanças decorrentes de novas idéias. O pessimismo pode ser contagioso. Toda vez que a mente humana absorve uma determinada forma de pensar, ela tende a repetir esse percurso. Assim, uma crítica negativa pode desencadear uma avalanche de condenações. Da mesma forma, quanto mais pessimistas forem as pessoas de um determinado meio, mais pessimistas elas ficarão. Felizmente, o otimismo também contagia. Idéias provocam mais idéias, pessoas motivadas geram mais motivação. Você provavelmente já viveu esse processo. Às vezes ele é interrompido pelo zumbido de alguma mosca, mas caso contrário ele só tende a crescer. Como sua mente voa? Ela tende a se desviar de seus objetivos e pousa nas críticas como as moscas? Ou será que como as abelhas - persegue as oportunidades, absorvendo o que há de bom e bonito do meio ambiente? Voar como mosca, devido a algo que ocorreu ou contaminado pela influência de outros, tira a energia para a ação. A tendência é permitir que os pensamentos negativos se multipliquem seguidos pela inveja e vontade de ver o circo pegar fogo. Por outro lado, cada vez que você voa como abelha, sua autoconfiança cresce. E cresce também a vontade de realizar, o prazer pelo desafio, o bom humor.Não significa que você não verá os riscos, mas sim que vai administrá-los de uma forma construtiva. O pensamento não é incontrolável: Os seres humanos são capazes de recorrer a um diálogo interno no qual cada pessoa, ao se perceber num vôo de mosca, pode se propor a mudar para o vôo da abelha. Esse procedimento é chamado de meta-pensamento, ou seja, pensar sobre como pensar. A maioria das pessoas acredita que andar, falar ou pensar são manifestações totalmente espontâneas. Na verdade, são hábitos aprendidos e apreendidos e, como tal, podem ser modificados. Em minha prática com direcionamento mental, presencio resultados rápidos e permanentes. Basta um pouco de técnica e a conscientização constante dos rumos que a mente está tomando. Você domina seus pensamentos. Prefere mosca ou abelha?"Para saber mais, acesse: http://www.giselakassoy.com.br/

Gisela Kassoy, consultora especialista em Criatividade e Inovação. Estudou na Creative Education Foundation e no Center for Creative Leadership, nos Estados Unidos, e fez o curso de Pensamento Lateral, na Bélgica. Além da pós-graduação em Dinâmicas de Grupos, pela PUC.

"Terapia do Riso" reestréia na Gávea

"Espetáculo está há mais de dois anos em cartaz sem qualquer patrocínio!"
"Depois de uma breve pausa, o espetáculo "Terapia do riso" reestréia hoje, no Teatro Vanucci. Já são mais de dois anos e meio em cartaz, sem qualquer patrocínio, levando para o palco os problemas de 20 personagens que ganham vida com os atores Carlos Alexandre, Hellen Suque e Israel Linhares.
"Começamos com nove histórias e, a cada temporada, substituímos um personagem ou outro. Os textos são inspirados no cotidiano, claro que com uma certa dose de exagero para ficar mais engraçado, mas as pessoas acabam se identificando da mesma maneira", afirma Israel.
É por esta e outras razões que mais de 250 mil espectadores já assistiram à peça, que tem direção de Anja Bittencourt. O ponto de partida é simples: uma terapia de grupo, onde os atores se revezam para contar ao analista os problemas de seus personagens. Já aconteceu inclusive de pessoas da platéia resolverem se unir ao grupo. "Elas gargalham, gritam e participam dando opinião, como se fosse uma terapia mesmo. Umas três vezes aconteceu de subiram ao palco e se sentarem no divã para dividir suas angústias e inquietações", lembra o ator.
Israel explica que é preciso jogo de cintura para dar conta da intensa troca de papéis. "Cada um de nós construiu seus personagens e escreveu seus textos. Foram necessários dois meses antes de estrearmos. A caracterização contribui bastante para a graça, mas também é exigido do ator muito ensaio e muita agilidade. Afinal, trocamos de personagem no palco".
Israel explica que, enquanto um deles está à frente, em cena, os outros dois ficam nos camarins, que servem também de cenário, fazendo a troca de forma muito sutil, para não desviar as atenções. "Muita gente garante que nem percebe. Estão tão entretidos com a encenação, que acabam se esquecendo de que estamos ali atrás", garante. Apesar do tom de brincadeira, o espetáculo é coisa séria. Israel explica que o grupo foge aos clichês e preza pelo humor inteligente. "Tentamos sempre trabalhar com alguma crítica social. Quando as pessoas se referem ao nosso espetáculo dessa maneira, acredito que seja por isso".
Para esta nova temporada, "Terapia do riso" promete algumas novidades, como o "muambeiro compulsivo", um novo personagem que trabalha como camelô e vende de tudo um pouco. "A história dele não deixa de fazer uma crítica ao consumismo, a essa compulsão das pessoas pelo novo"." Por Zaira Brilhante, extraído do site http://www.tribuna.inf.br
TERAPIA DO RISO - Teatro Vannucci (R. Marques de São Vicente, 52 - Gávea. Tel.: 2274-7246) De sex. a sáb., às 21h. Dom., às 20h. Ingressos a R$ 40 (sex.) e R$ 50 (sáb. e dom.).