sexta-feira, 30 de maio de 2008

"Terapia do Riso" reestréia na Gávea

"Espetáculo está há mais de dois anos em cartaz sem qualquer patrocínio!"
"Depois de uma breve pausa, o espetáculo "Terapia do riso" reestréia hoje, no Teatro Vanucci. Já são mais de dois anos e meio em cartaz, sem qualquer patrocínio, levando para o palco os problemas de 20 personagens que ganham vida com os atores Carlos Alexandre, Hellen Suque e Israel Linhares.
"Começamos com nove histórias e, a cada temporada, substituímos um personagem ou outro. Os textos são inspirados no cotidiano, claro que com uma certa dose de exagero para ficar mais engraçado, mas as pessoas acabam se identificando da mesma maneira", afirma Israel.
É por esta e outras razões que mais de 250 mil espectadores já assistiram à peça, que tem direção de Anja Bittencourt. O ponto de partida é simples: uma terapia de grupo, onde os atores se revezam para contar ao analista os problemas de seus personagens. Já aconteceu inclusive de pessoas da platéia resolverem se unir ao grupo. "Elas gargalham, gritam e participam dando opinião, como se fosse uma terapia mesmo. Umas três vezes aconteceu de subiram ao palco e se sentarem no divã para dividir suas angústias e inquietações", lembra o ator.
Israel explica que é preciso jogo de cintura para dar conta da intensa troca de papéis. "Cada um de nós construiu seus personagens e escreveu seus textos. Foram necessários dois meses antes de estrearmos. A caracterização contribui bastante para a graça, mas também é exigido do ator muito ensaio e muita agilidade. Afinal, trocamos de personagem no palco".
Israel explica que, enquanto um deles está à frente, em cena, os outros dois ficam nos camarins, que servem também de cenário, fazendo a troca de forma muito sutil, para não desviar as atenções. "Muita gente garante que nem percebe. Estão tão entretidos com a encenação, que acabam se esquecendo de que estamos ali atrás", garante. Apesar do tom de brincadeira, o espetáculo é coisa séria. Israel explica que o grupo foge aos clichês e preza pelo humor inteligente. "Tentamos sempre trabalhar com alguma crítica social. Quando as pessoas se referem ao nosso espetáculo dessa maneira, acredito que seja por isso".
Para esta nova temporada, "Terapia do riso" promete algumas novidades, como o "muambeiro compulsivo", um novo personagem que trabalha como camelô e vende de tudo um pouco. "A história dele não deixa de fazer uma crítica ao consumismo, a essa compulsão das pessoas pelo novo"." Por Zaira Brilhante, extraído do site http://www.tribuna.inf.br
TERAPIA DO RISO - Teatro Vannucci (R. Marques de São Vicente, 52 - Gávea. Tel.: 2274-7246) De sex. a sáb., às 21h. Dom., às 20h. Ingressos a R$ 40 (sex.) e R$ 50 (sáb. e dom.).

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Art'Cênicas


A formar atores para TV e Vídeo, a agenciar celebridades...o Art'Cênicas não pára! As novas joias de ouriversaria da atuação nacional passam por lá e brilham: temos, entre muitas, Alinne Morais e Cris Viana, duas beldades a encher o telão do horário nobre. Também faz parte da coleção do acervo da casa a atriz brasileira Clara Choveaux, que concorreu com Nicole Kidman à Palma de Ouro, no Festival de Cannes, em 2003, pelo filme “Tirésia”, de Bertrand Bonello.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Caipirinha sempre!


Ingredientes: 1 limão de casca fina- 2 colheres (chá) de açúcar- 2 doses de cachaça Janeiro ou Velho do Barreiro- Gelo em cubos e hortelã (opcional).

Retire as pontas e corte o limão em duas partes. Removendo de cada uma delas a parte central (branca) do bagaço. Isso evita que a bebida se torne amarga. Coloque o limão e o açúcar em um copo e, com um socador de madeira, amasse bem até que vire uma calda grossa. Acrescentar primeiramente o gelo e um pouco de cachaça, misturar bem e depois levar a uma coqueteleira com o restante da cachaça e o hortelã, misturar tudo com gelo e servir.
Impossível tomar uma só. Caso esteja na praia em Ipanema, pode apostar numa boa caipirinha na barraquinha da Bahiana.

A garota de Ipanema


Olha que coisa mais linda,
Mais cheia de graça
É ela menina
Que vem que passa
Num doce balanço
Caminho do mar
Moça do corpo dourado
Do sol de Ipanema
O seu balançado
É mais que um poema
É a coisa mais linda
Que eu já vi passar
Ah, se ela soubesse
Que quando ela passa
O mundo inteirinho
Se enche de graça
E fica mais lindo
Por causa do amor

Serge Gainsbourg


Je suis l'homme a tete de chou
Moitie legume et moitie mec
Pour les beaux yeux de marilou
Je suis aller porter au clou ma remington
Et puis mon break
J'etais a fond de cale a bout de nerfs,
J'avais plus un kopek
Du jour ou je me mis avec elle
J'perdis a peu prés tout
Mon job,la feuille de chou a scandale
Qui me donnait le beefsteack
J'etais fini,foutu, echec et mat au yeux de Marilou
Qui me traitait comme un blanc-bec
Et me rendais a moitié coucou
Ah non tu peux pas savoir mec,
Il lui fallait discothéque et bouffer au Kangourou club
Alors je signait des chéques sans provisions
J'etais fou,fou
A la fin j'y fis le caillou
Comme un melon, une pasteque mais,moment!
je vais pas tout deballer comme ça aussi sec
Quoi moi, l'aimer encore? des clous Qui et ou suis-je ?
Chou ici ou dans la blanche ecume
Varech sur la plage de Malibu

La Vie en Rose de Edith Piaf

Des yeux qui font baisser les miens,
Un rire qui se perd sur sa bouche,
Voilà le portrait sans retouche
De l'homme auquel j'appartiens
Quand il me prend dans ses bras
Il me parle tout bas,Je vois la vie en rose.
Il me dit des mots d'amour,
Des mots de tous les jours,
Et ça me fait quelque chose.
Il est entré dans mon coeur
Une part de bonheur
Dont je connais la cause.
C'est lui pour moi.
Moi pour lui
Dans la vie,
Il me l'a dit, l'a juré pour la vie.
Et dès que je l'aperçois
Alors je sens en moi
Mon coeur qui bat
Des nuits d'amour à plus finir
Un grand bonheur qui prend sa place
Les ennuis les chagrins s'effacent
Heureux, heureux à en mourir.
Quand il me prend dans ses bras
Il me parle tout bas,Je vois la vie en rose.
Il me dit des mots d'amour...

Balthus - o último moderno

‘‘O olhar converteu-se em contato, ser visto com atenção é ser tocado.’’ A frase dita por Marie Pierre Colle Corcuera dá a dimensão erótica da obra de Balthasar Klossowski de Rola, o pintor francês Balthus. Marie Colle foi uma das muitas adolescentes retratadas pelo pintor, juntamente com duas irmãs que posaram para o sensual quadro As Três Irmãs, realizado há mais de 40 anos. Suas recordações falam de um homem dedicado à tarefa de recriar corpos e olhares, em um ambiente de concentração e escassas palavras. Último remanescente do que se poderia chamar a idade de ouro da pintura moderna, Balthus é também um exemplo de artista enigmático que raras vezes permitiu ou facilitou a exploração de seus dados biográficos para a interpretação e análise da obra que construiu. Muitas dúvidas persistem sobre as razões de seu principal tema. A retratação repetitiva de adolescentes era uma obsessão sexual ou um mero jogo, um assunto escolhido para compor um discurso sobre as transformações vividas pelo corpo? Com sua morte, devem vir à cena estudos que analisem a questão mais detalhadamente. O que se sabe é que as meninas-mulheres de Balthus parecem guardar um enigma. Em cenas aparentemente banais que reproduzem mocinhas lendo, dormindo ou devaneando, o ambiente é perturbado pela conotação erótica, como em Menina e Gato, de 1937, ou O Jogo de Cartas, de 1948-1950, na verdade um jogo de sedução, com temores e desafios, entre dois adolescentes. Os corpos ainda não completamente formados e, muitas vezes, a imagem de um gato na espreita delineiam o quadro da infância. Mas o olhar das meninas, ardente, às vezes perverso, indica o despertar violento da tomada de consciência do poder da sexualidade. Esse olhar, essas composições de silêncio e solidão fornecem às obras um aspecto melancólico, quase trágico, carregado de erotismo, mas sem conotação pornográfica. Um crítico norte-americano costuma dizer que o artista queria com tudo isso referir-se à natureza sagrada do erotismo, esse movimento, como já disse um amigo de Balthus, Georges Bataille, cujo fim é alcançar o ser no que tem de mais íntimo. O próprio Balthus ajudou a aumentar a carga de ambigüidade na análise de sua obra. Negou muitas vezes o aspecto erótico, mas dizia que gostava de chocar. Esse dândi aristocraticamente reservado, no final da vida, se tornou mais acessível e concedeu algumas entrevistas que no futuro poderão ajudar na leitura de seu trabalho. ‘‘Eu não compreendo por que as pessoas vêem as pinturas das garotas como Lolitas. Minha pequena modelo é absolutamente intocável para mim’’, disse ao crítico de arte do The New York Times, Michael Kimmelman, em 1996. A um outro entrevistador, entretanto, comentou que preferia trabalhar com modelos meninas porque elas representam uma mescla de sensualidade inocente que uma mulher jamais tem. Jed Perl, crítico de arte do The New Republic, em longo artigo publicado em 1999, comentou que as meninas de Balthus não são vítimas, elas habitam um mundo de sonhos delas próprias. E há quem diga que a fábula das adolescentes não tem nada a ver com uma obsessão sexual, exceto aos olhos de quem contempla. O tema das adolescentes lânguidas deverá desafiar ainda muitos historiadores de arte. Polêmicas desse conteúdo à parte, o certo é que Balthus deixou importante e qualificado legado. O catálogo raisonne de seus trabalhos inclui 2.100 obras, das quais 350 são pinturas. Avesso a filiações, era enfático em dizer ‘‘eu não sou um pintor moderno’’. Contemporâneo de Pablo Picasso, Alberto Giacometti e Juan Miró (a quem retratou com a filha Dolores), ele nunca se sentiu à vontade em pertencer a grupos, correntes de pensamento ou estilo, embora sempre tenha sido classificado como um pintor realista. Diferentemente dos pintores norte-americanos do século passado, para quem a abstração era o fundamental, para os europeus a figuração manteve sua importância ao longo do século 20 (é bom recordar a obra do inglês Lucian Freud). Balthus permaneceu fiel a essa orientação, já apontada no seu primeiro livro de desenhos, intitulado Mitsou: Quarenta Imagens de Balthus, lançado quando tinha 13 anos, com introdução de Rainer Maria Rilke, amigo e admirador de sua mãe, que funcionou para o jovem Balthus como uma espécie de preceptor informal. A convivência com Rilke (e sua influência) também é outro aspecto da biografia do artista a ser estudado. Alguém já disse que Balthus é um artista de quem nada se sabe. Até mesmo o título de conde que passou a anteceder seu nome, depois da morte do pai, em 1949, muitos dizem ser parte da lenda que inventou para si mesmo. De concreto ficou a obra espetacular, pungentemente erótica, de um criador que insistia ser apenas mais um trabalhador. ‘‘Eu não pinto para interpretar ou transmitir mensagens. Eu apenas pinto’’, continuou dizendo até a morte. Graça Ramos, em especial para o Correio.