quinta-feira, 22 de maio de 2008

Cinematerapia:



Aprender a lidar melhor com os traumas atrvés do cinema!

Cheia de dramas, situações pitorescas e momentos de suspense, a vida daria um filme. Mas, muitas vezes, a sensação é de que ela já foi filmada - e é a nossa história que está sendo representada na tela. Por meio das lágrimas derramadas pelo mocinho ou dos risos causados pelo comediante, o telespectador revisita experiências, liberta-se dos medos, tem o ânimo revigorado. A história serve como pano de fundo para a representação de sentimentos ou situações parecidas.
"O cinema tem uma função catártica, purificadora", explica o psicólogo Jacob Goldberg, autor do livro "Psicologia em Curta-metragem" (São Paulo: Novo Conceito), que recomenda a cinematerapia a muitos de seus pacientes. "Assistindo a um filme, a pessoa vive realidades que o cotidiano não permite", completa.
Autoras de "Cinematerapia para a alma" (Editora Verus), Nancy Peske e Beverly West explicam, no livro, que os filmes, mais do que uma forma de entretenimento, são importantes instrumentos que podem nos inspirar a crescer e nos motivar na busca de um sentido maior para a vida.
Golberg concorda. "Assistindo a um filme, sentimos vontade de fazer um roteiro da nossa própria vida", diz.
O Hospital e Maternidade São Cristóvão, em São Paulo, promove, todos os meses, o Bate Papo no Cinema, encontro gratuito no qual é apresentado um filme. O objetivo do serviço, segundo o psicólogo Marcelo Gianini, é proporcionar reflexões sobre aspectos psicossociais do dia-a-dia.
"Os temas são diversos. Com os filmes, fazemos com que a pessoa reconheça situações do seu dia-a-dia ou da rotina de um outro alguém, proporcionando a troca de experiências e idéias sobre a melhor forma de se lidar com cada assunto", esclarece o psicólogo.
A professora Deise Ramos, de 51 anos, esteve presente na última sessão, na qual foi exibida "Quem Somos Nós?", um misto de documentário e narrativa ficcional que conecta a ciência à espiritualidade. "Acredito que um bom filme tem o poder de mudar meu estado de espírito", diz Deise, que prefere as produções européias. Segundo ela, o importante é que o filme traga um sentido profundo.
Para viver um amor
- Amélie Poulain (2001) - A excêntrica Amélie (Audrey Tautou) certamente tem um motivo para fugir de um relacionamento íntimo: seus pais superprotetores criaram a filha com medo de um súbito "mal" do coração. Porém, ela aprende a se divertir com as coisas simples, enfiando a mão num saco de cereais ou brincando com creme brulée com uma colher de chá. Mas será que ela terá a coragem de expressar seus profundos anseios, procurar amor e a intimidade e deixar para trás seu mundo de fantasia? Esse é um filme delicioso e inspirará você a aceitar seus próprios caprichos, a confiar no destino e se esforçar na busca daquilo que você merece.
Contra a ansiedade
- Um dia de cão (1975) - Se você sente que está vivendo num mundo em que as coisas só tendem a piorar, assista à história de um homem desempregado e incapaz de pagar a operação de mudança de sexo de seu namorado que tem a idéia de assaltar um banco sem ter o menor talento para o crime.

Para se reerguer
- O Mágico de Oz (1939) - Como vemos em "O Mágico de Oz", às vezes ignoramos nossas habilidades, subestimamos nossos poderes e acabamos percorrendo trilhas tortuosas através de escuras florestas, em busca de algum ser todo-poderoso que nos dê respostas e resolva todos os nossos problemas. Como Dorothy (Judy Garland), não percebemos que temos o poder e nosso interior, de voltar à fonte de nossa força e alegria sempre que quisermos. O segredo revelado neste clássico não é só que nossos magos geralmente são homens assustados, mas sim que, se quisermos sair do marasmo e ir para onde desejamos, temos que reconhecer nosso poder pessoal.

Por Lola Félix. Extraído do site do Yahoo.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Dia da Mãe!

Quando eu era pequenino
Acabado de nascer
Ainda mal abria os olhos
Já eram para te ver.

Sex And The City e Desperate House Wives



Sex and the City é uma série popular americana baseada num livro com o mesmo nome de Candace Bushnell. A série foca nas relações íntimas de quatro mulheres que eram amigas, três das quais nos trinta, e uma, Samantha, nos seus quarenta. Uma comédia de situação com elementos de telenovela, relata muitas vezes assuntos relevantes como o estatuto da mulher na sociedade actual. Uma das minha séries preferidas!!Com Sarah Jessica Parker, Kim Cattrall, Kristin Davis...o enredo não perde nada para Desperate House Wives com as fantásticas Eva Longoria, Teri Hatcher, Felicity Huffman, Marcia Cross. Felicity Huffman recebe o Emmy de melhor atriz de um seriado de comédia.Bem merecido! Uma história da cidade, outra do subúrbio.

Uma diferença entre estes dois seriados que falam de "assuntos de mulheres" é que em Desperate House Wives existem as personagens preferidas. As minhas eleitas são Gabrielle interpretada por Eva Longoria e Lynette interpretada por Felicity Huffman.

A pré-estréia mundial do filme "Sex and the City", baseado na série homónima que virou febre nos EUA e em outros países, aconteceu nesta segunda-feira à noite, em Londres, com a presença das protagonistas. A pré-estréia em Londres será seguida da estréia em Berlim, na próxima quinta, e em Nova York, no dia 27 de maio. O filme chega aos cinemas em 30 de maio e ao Brasil em junho!! Vamos aguardar.

domingo, 27 de abril de 2008

"Mariquinha vem comigo p'ra Angola" Viagem a Angola



Mariquinha vem comigo p´r Angola
Vem ver minha terra, minha gente

Acabar com a guerra, sim de verdade
Ai que canseira, mas somos irmãos
Mariquinha vem comigo p´r Angola

Paz em Angola, mantida
Com liberdade, p´ra sermos felizes
Mariquinha vem comigo p´r Angola
Vem ver minha terra, minha gente
Acabar com a guerra, sim de verdade

Ai que canseira, mas somos irmãos
Mariquinha vem comigo p´r Angola
Paz em Angola, mantida
Com liberdade, p´ra sermos felizes

Mariquinha vem comigo p´r Angola
Vem ver minha terra, minha gente
Acabar com a guerra, sim de verdade

Ai que canseira, mas somos irmãos
Mariquinha vem comigo p´r Angola
Paz em Angola, mantida
Com liberdade. (Bonga)

O corpo moda e o corpo arte


"Quando eu era reporter" são textos que publiquei durante uma longa temporada no Jornal Universitário.

«E sempre esta cabeça, defronte, este olho ciclópico, o olho interior do espírito que a mão direita procura alcançar, tacteando.» Antonin Artaud

Como é visto o meu corpo hoje? Como visto o meu corpo hoje? As abordagens ao corpo referem sempre a forma como ele aparece à vista. Outras mais eruditas tendem a decifrar sinais que cada corpo transmite individualmente. Hoje o corpo está meio escondido por entre casacos compridos, curtos, impermeáveis, gabardinas, jaquetas ou casacos de pele. Quando se fala em «corpo» somos remetidos directamente para a moda, e lembramos que o que vestimos funciona como um uniforme social que nos identifica. O vestuário árabe, por exemplo, permaneceu o mesmo durante séculos, sem ser afectado pela moda devido à condição social estática e ao clima constante. Em Portugal o último grito da moda aparece em grandes desfiles nas ruas. Para artistas, antropólogos, modistas ou apenas simpatizantes deste assunto aqui fica o convite a visitar uma das galerias mais completas da zona do Porto – a Rua de S.ta Catarina.
Nas artes plásticas ou performativas, o corpo aparece representado de inúmeras formas, funcionando, ora instrumento ora como inspiração.
No teatro, o actor executa «acções físicas» para dar realidade concreta à sua personagem. O corpo funciona como um sistema interactivo que torna possível a comunicação de uma realidade virtual aos espectadores, visto que não é a realidade da vida, mas a de um universo imaginário. O corpo todo pensa/age com uma qualidade de energia diferente da energia utilizada no dia-a-dia, sendo a inteligência cénica do actor a sua vitalidade, a sua acção, a sua energia. Durante uma peça de teatro, tudo o que é expresso interiormente é reflectido do «bios do actor». O pensamento segue a natureza da personagem, e em função de um longo treino, o corpo flui livremente, com rapidez e de forma ordenada.
Na dança, na sua forma mais simples, o corpo é um meio de expressão natural - através do movimento se comunicam as emoções. O homem, tal como os animais, começou a comunicar-se pela dança instintivamente para celebrar fases da vida: o nascimento, a puberdade, a morte. É curioso perceber a diferença de linguagens entre o Ocidente e o Oriente. No ocidente evidencia-se os pés, no Oriente as mãos. Na dança do templos da Índia, há pelo menos 4000 mudras (posições das mãos), o bailarino indiano tem de controlar o movimento de cada dedo, independentemente dos outros. Enquanto que o bailarino de ballet ocidental dedica-se especialmente aos pés, ele tem de ser capaz de elevar os pés em suspensão e de executar com eles movimentos enquanto está no ar. Utiliza os pés como base de equilíbrio e sustentação e como instrumento de propulsão - actuam no lançamento do corpo para o ar e servem como suporte amortecedor no chão.Os estudos sobre o corpo humano mostram que o grau de movimento que um corpo é capaz depende da sua forma, do comprimento das cartilagens da flexibilidade e da força dos músculos e que, quando se movimenta, cada indivíduo possui uma qualidade musical de ritmo diferente - o que nas artes é estudado para criação expressiva de modelos, figuras ou personagens.

domingo, 20 de abril de 2008

Lhasa - À procura de algum sentimentalismo.

Vivemos num Mundo muito às pressas, é difícil pensar, raciocinar....é impossível emocionarmo-nos naturalmente. Tem de vir bater-nos à porta (ao nosso conhecimento) alguma tragédia para que nos sintamos com os pés no chão. "We float" por entre as núvens de um limbo sem sentimentos. Friamente.

Quando damos conta, é mecânico, nós não queremos isso...queremos viver de emoções fortemente positivas e executar tudo fervendo. E a um pulsar do nosso ritmo cardíaco, a uma batida do nosso coração resolvemos algo que ruminávamos há semanas a fio...

Eis uma batida sonora que explode com os sentidos. Lhasa é um praser de ouvir. LR

"Con toda palabra, Con toda sonrisa

Con toda mirada, Con toda caricia

Me acerco al agua, Bebiendo tu beso

La luz de tu cara, La luz de tu cuerpo

Es ruego el quererte, Es canto de mudo

Mirada de ciego, Secreto desnudo

Me entrego a tus brazos, Con miedo y con calma

Y un ruego en la boca, Y un ruego en el alma."

"“La Llorona” é um álbum vindo directamente do México que a cantora conheceu da infância. Do seu aspecto franzino e frágil irrompem sentimentos fortíssimos, crónicas de amor cru, de desgosto que inflama as entranhas, de calor abrasador, de almas crentes. Impressiona a sinceridade, a entrega de uma mulher que parou depois do êxito de “La Llorona” para se juntar às irmãs no Cirque du Soleil. Em “La Llorona”, Lhasa solta lágrimas quentes, murmura com doçura “Te quiero amar/Te quiero amar”. E reza, reza.. ao som das cordas e da água, gotas que a terra absorve como se fossem as últimas a cair do céu, sedenta, ressequida pelo sol ou pelos cascos de cavalos em contínuo galope. O som de Lhasa soa a fado. Os instrumentos são imensos, mesclados de forma harmoniosa, imbricados em camadas finas e delicadas de música romântica, daquele romantismo passional que motiva ciúme e paixão, que motiva sangue e fogo. Como um rendilhado feito de poeira e cheiro a terra seca, a guitarra acústica é dedilhada de forma discreta, acompanhada de cordas doces e lamentosas, doridas. Os coros, quando os há, são fantasmagóricos, como uma miragem que surge por momentos no deserto (como em “De Cara a la Parede”). A voz de Lhasa é sofrida, frágil, quente, ora chorando ora rompendo o silêncio com firmeza, cavalgando a aspereza e rudeza do amor carnal. Por vezes, as cordas transportam-nos para a Irlanda, para os Estados Unidos ou para a Turquia, tais são as suas variações e riqueza. E depois o deserto… o deserto colmata todas as faltas e serve de santuário, de confessor. É aí que Lhasa expia as marcas, a dor de um amor que já acabou. Em “El Desierto”, surge uma das mais belas ideias do álbum, pura poesia, inspiradora. “Porque el alma prende fuego cuando deja de amar”…. É impossível não nos emocionarmos a ouvir as palavras e o sentimento intenso que Lhasa passa na sua voz. Mas a cantora também envereda pelas doces baladas, indelevelmente marcadas pelas tradições musicais mexicanas. Parece até que esta influência, tão enraizada em Lhasa, se começa agora a desvanecer um pouco mais, em “The Living Road”. Em “Por Eso me Quedo” quase a imaginamos sentada à soleira de uma porta aberta, suportando o calor abrasador do deserto, acompanhada de um guitarrista de pele queimada pelo sol, cantando para os seres solitários que procuram um lugar para expurgarem a alma. Lhasa vai muito para além da musicalidade de raízes mexicanas, a própria lírica está eivada de influências ao nível do imaginário. Isso está bem visível em “De Cara a la Pared” e no magnífico “Los Peces”, este último tema dos mais eléctricos em concerto. É fantástico e precisamente aqui podemos ouvir um excerto muito próximo da música dos Madredeus. É apenas um pequeno aparte até porque a música, um tradicional mexicano, é muito mais que isso, é uma paleta imensa de instrumentos, o clarinete flutua como um louco, quase sem direcção, o acordeão junta-se mais para o final para ajudar à apoteose explosiva do tema, o ritmo acelerado até não mais e a música termina como fanfarra. Em “La Llorona”, Lhasa voa, voa como “El Pájaro”, um voo em direcção ao abismo, rodopia sobre ele, sem cair, sentindo o vento e o perigo com intensidade… “Pajarillo, tú me condenaste/ A un amor sin final”. Um amor sem fim, como um abismo. É um tema maravilhoso, a voz de Lhasa assume contornos de desespero, de entrega profunda, como em nenhum outro tema. É dos mais belos de “La Llorona”. Uma entrega quente de uma alma fogosa, cheia de paixão, de sofrimento, de desgosto e força. Esta é, pelo menos, a personagem que Lhasa constrói em cada uma das letras que escreve. Como que sempre com o coração nas mãos, Lhasa encarna o espírito, os sentimentos de outrora, como já não se sente hoje… “No, ya no se canta/ «Sin tu amor me moriré»” (“Mi Vanidad”)."

I LOVE YOU NEIDE!



Assisti à comédia de Eduardo Martini na semana passada! Foi simplesmente sensacional! É uma comédia em que tudo funciona maravilhosamente sem exageros e sem quebras de mau gosto!
Eduardo Martini mostra que é um ótimo comediante e um grande ator e leva estas duas facetas ao extremo brilhando no palco. O enredo do espetáculo é hilário e a interpretação de Martini é muito madura. O espetáculo prepara o público, qualquer piada ingénua ou rude que Martini fale é fenomenal, cai bem e não é desmesurada. Além de que o seu espetáculo é uma onda frenética de energia, qualquer espectador fica contagiado com o ritmo da cena, o ritmo do seu "Big Show" no melhor sentido desta expressão.
Martini é também uma simpatia! O ator divide palco com "Os segredos de Almerinda" na sala azul do Teatro Grandes Atores. Recomendo este espetáculo!LR
“I Love Neide!” está em cena no Teatro Grandes Atores (Shopping Barra Square - Av. das Américas, 3.555, Barra da Tijuca. O espetáculo é apresentado às sextas-feiras e sábados às 21h e, aos domingos às 20h, até o dia 27 de abril/2008. A peça tem duração de 70 minutos e a classificação é para 12 anos. Informações pelo telefone (21) 3325-1645.
"Na peça Eduardo Martini encarna a personagem Neide Boa Sorte, uma psicóloga que destila todo o seu “bom” mau humor quando trata de assuntos como a sinceridade feminina e os maus casamentos.Abordando temas atuais e divertidos, a peça acompanha a trajetória de Neide não apenas em suas consultas como psicóloga mas, também, em sua hilária viagem a Salvador onde por acidente vai parar no trio elétrico de Carlinhos Brown e na experiência surreal que vive em uma rave, até ter descoberto o seu talento como radialista e “conselheira”." Extraído do site: http://www.saudelazer.com/