terça-feira, 18 de maio de 2010

Contos sem conta

Chamam-me os lábios de quem pede mais um. Um dia em chamas e esses chamados são de amanhecer de orvalho ainda em pétalas entreabertas.
Já abertos abetos para um punhado de lírios bem na fronte, e de perto um punhado bem assente no meio do esqueleto feito rasgo no peito esquerdo.
Desses lábios sussurros e um hálito de éter quente pela manhã; a meio do dia percorrem o cálice com o terror de um dia de chama.
Flutuam pelo ondular do corpo, querem inventar a formula do cheiro e querem inventar a formula do gosto, da textura...
Incandesce essa chama para materializar cada centímetro em contagem decrescente de separar trigo do joio. Três dois um, já estou a meio desse dia fazendo o quatro e quero mais um.
Faremos excertos de planta para criar outras formulas e algumas manhãs. Para cada excerto um pedaço de barro e um recipiente que a terra possa degradar.
O dia que junta o cálice e a terra desnuda que alimenta, esse vai ser o índice e o epílogo em artifícios.LR

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